Casa Só

A casa está vazia. Os passos ecoam pelos corredores, procurando as memórias de quem aqui vivia. As paredes gritam nomes que não são os meus; não os reconheço. A casa está vazia, a vida também – mas isso não é forçosamente uma coisa triste: é o vazio de alguém que começa, não de alguém que termina, como o vazio de uma tela por pintar.

Assim se ilustra a vida de alguém que emigra e se encontra de repente sozinho noutro país. O sentimento de tranquilidade que traz começar de novo é-nos transmitido pelos objetos do dia-a-dia; eles estão sempre lá, acompanham-nos na nossa intimidade e ajudam-nos a criar as nossas rotinas.

The house is empty. The footsteps echo on the corridors, searching the memories of those who once lived here. The walls scream names that aren’t mine, that I do not recognize. The house is empty, life as well – but there is no sadness in that. It is the kind of emptiness of someone starting, not someone finnishing, like the emptiness of a white canvas ready to paint.

This work represents the one that leaves his country for a new one, sundenly finding himself alone. The objects of the daily life bring him feelings of tranquility. They are always there, accompanying him in his intimacy and helping him creating routines. 

 

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